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O que é meningite?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos como bactérias (Pneumococo, Haemophilus influenza b, Bacilo da tuberculose, Meningococo, etc.), vírus, parasitas e fungos, ou, ainda, por processos não infecciosos.

A meningite meningocócica, assim como as demais meningites agudas purulentas, tem início súbito com febre, vômitos, dor de cabeça, rigidez de nuca e convulsão. Pode apresentar também prostração, fotofobia e alteração do nível de consciência, dentre outros sintomas.

As formas clínicas mais graves são as infecções invasivas (doença meningocócica). Esta é uma doença aguda, de progressão rápida onde aparecem rash macular e petequial que evoluem para púrpura disseminada, coagulopatia, edema pulmonar e falência múltipla de órgãos podendo levar a óbito em poucas horas.

A taxa de letalidade em nosso país é de 20%. A taxa de sequelas permanentes é de 11% a 19% (amputações, surdez e déficits neurológicos).

Formas de transmissão do meningococo

O homem é o único hospedeiro natural e obrigatório do meningococo, sendo que ele permanece na nasofaringe em 25% da população, constituindo os chamados portadores assintomáticos. A transmissão ocorre através do contato direto com secreções respiratórias. Os adolescentes apresentam a maior taxa de portadores, sendo os carreadores e transmissores do agente para outras faixas etárias. A propagação da doença é facilitada pelo contato estreito e prolongado em ambiente fechados. O período de incubação é de 01 a 10 dias numa média de 1 a 4 dias.

Grupos de maior risco

Embora os maiores coeficientes de incidência da doença estejam no grupo abaixo de 5 anos, ela pode ocorrer em qualquer faixa etária, predominando em adolescentes e adultos jovens durante surtos e epidemias. Condições socioeconômicas menos privilegiadas, infecção respiratória recente, portadores de HIV, fumantes, viajantes para áreas epidêmicas, asplenia anatômica ou funcional, portadores de imunodeficiências são condições consideradas de risco.

No Brasil, a doença meningocócica é endêmica com ocorrência de casos durante todo o ano, e é frequente a ocorrência de surtos comunitários ou institucionais. Existe uma sazonalidade com predomínio no inverno.Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde (MS) são notificados no Brasil de 3 a 4 mil casos por ano. A Epidemiologia da distribuição dos sorogrupos de meningococo varia globalmente e temporalmente, sendo importante a Vigilância Epidemiológica no reconhecimento dos casos.

Em Santa Catarina, de janeiro a junho de 2017 ocorreram 350 casos de meningite, com um total de 24 óbitos registrados no (SINAN) do Ministério da Saúde. Do total de casos, 22 apresentaram as formas mais graves de meningite (doença meningocócica, meningite pneumocócica e meningite por Haemophilus).

Como se prevenir da meningite?

Manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e transporte coletivo. Lavar as mãos frequentemente com água de sabão. Manter higiene rigorosa dos utensílios domésticos e manter a carteira de vacinação em dia. O bloqueio após exposição à doença, isto é, para prevenir outros casos, é feito com a quimioprofilaxia antimicrobiana, seja em situações de surtos ou endêmicas.

Vacinação contra a meningite

As vacinas meningocócicas conjugadas são caracterizadas pelo fato de o antígeno capsular polissacarídico (ACWY) se encontrar conjugado a uma proteína carreadora. Este fato leva a uma melhor resposta imune protetora reduzindo o estado de portador do meningococo na nasofaringe levando a imunidade de rebanho.

  1. Vacina meningocócica C conjugada monovalente (MCC) – é utilizada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) aos 3 meses, 5 meses e 1 ano de idade. Neste ano passou a ser oferecida para crianças de 12 a 13 anos.
  2. Vacina meningocócica conjugada ACW135Y – protege contra estes sorogrupos contidos na vacina. No calendário de vacinação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) ela está indicada no primeiro ano de vida aos 3m, 5m e 7m com reforços entre 12 a 15 meses, entre 5 a 6 anos e na adolescência.
    A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços nos adultos e idosos dependerão da situação epidemiológica.
  3. Vacina meningocócica do sorogrupo B (recombinante) (4C MenB) é indicada para a imunização de crianças a partir de 2 meses a adultos com 50 anos de idade contra a doença meningocócica invasiva causada pelo meningococo do grupo B. A cobertura é de 81% das diferentes cepas que circulam no Brasil.
    No calendário de vacinação da SBIM está indicada para crianças aos 3m, 5m e 7m com reforço entre 12 a 15 meses de idade. Entre 12 meses e 10 anos de idade são aplicadas duas doses com intervalo de 60 dias. Em adultos são duas doses com intervalo de um a dois meses e a indicação dependerá da situação epidemiológica.
  4. Vacina pneumocócica conjugada 10 e 13 valentes são indicadas para proteção contra meningites pneumocócicas. O esquema vacinal depende do grupo etário ao se iniciar a vacinação.
  5. Vacina contra o HAEMOPHILUS (Hib) protege contra as meningites causadas por este agente etiológico. Faz parte das vacinas pentavalente e hexavalente. Também é disponível em forma isolada.
  6. BCG protege contra meningite tuberculosa e é aplicada em dose única nas primeiras 24 horas de vida.

 

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